24.4.17

Capitulo 2

Atenção boys and girls!! esqueci de avisar que a fic tem seus capitulos beeeem hot. Então... mas quem não gosta de um pouco de hot na fic né?! kkkkkk

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CAPITULO 2

UM ANO DEPOIS

— Ela está tão linda, Joseph. — Ri Jenny. — Recusou-se a tocar a cereja no topo do bolo, não gostou dos dedos pegajosos, então colocou a cara inteira nele! Ela ficou com tanta raiva quando eu tive que tirá-la para parti-lo. Eu gostaria que você tivesse visto, essa garota tem uma atitude que iria colocar a Nana envergonhada! — Ela se dissolve em um ataque de riso.

Poderia ter visto.

A culpa me bateu duro. Porque eu deveria ter visto como Mary cortou seu primeiro bolo de aniversário. Como ela riu dos macacos e muito mais, fascinada, pelo embrulho de presentes. Eu deveria ter estado lá para acender velas, para tirar fotografias. Para sair.

Mas não foi assim. Não pude. Já que é semana de provas finais, o único lugar que eu posso estar é aqui em Nova York. Eu forço um sorriso, tentando infundir entusiasmo no meu tom de voz. — Que bom, Jenn. Soa como uma festa incrível. Fico feliz que ela tenha gostado.

Por mais que eu tente, Jenny percebe. — Querido, pare de se torturar. Vou enviar todas as fotografias e o vídeo. Será como se você estivesse aqui conosco.

— Sim. Só que eu não estava.

Suspira. — Você diz boa noite para ela? Cante sua música?

No curto tempo que passei com a nossa filha após seu nascimento, e as semanas que eu era capaz de passar com ela durante as férias de Natal, descobrimos que Mary tem uma afinidade para o som da minha voz.

Mesmo por telefone, ela se acalma quando nascem seus dentes ou quando está com raiva. Tornou-se o nosso ritual de todas as noites.

— Papa!

É incrível como duas pequenas sílabas podem ter tanto poder. Meu peito se aquece e dou o primeiro sorriso sincero que tive em meu rosto durante todo o dia.

— Feliz aniversário, querida.

— Papa!

Eu rio. — Papai sente falta de você, Mary. Você está pronta para a sua música?

Lentamente, canto:

Você é o meu sol, o meu único sol.
Você me faz feliz quando o céu está cinza...

Em sua voz doce, adoravelmente ilegível, canta as palavras comigo. Depois de dois versos, meus olhos são nebulosos e minha voz se quebra. Porque eu sinto muita falta.

De ambas.

Eu limpo minha garganta. — É hora de descansar. Doces sonhos.

Jenny retorna à linha. — Boa sorte com seu teste amanhã.

— Obrigado.

— Boa noite, Joseph.

— Boa noite, Jenn.

Jogo o telefone ao pé da cama e olho para o teto. Em algum lugar abaixo há risos estridentes e gritos para beber, provavelmente por causa da maratona de cerveja-pong que começou há dois dias. Na minha primeira semana em Columbia aprendi que as carreiras não são apenas baseadas no seu conhecimento. Tem também os contatos que você consegue.

Então eu entrei em uma fraternidade, para fazer essas conexões para a vida. Kappa Psi Epsilon. É boa, cheio de estudantes de administração, economia, direito. A maioria tem dinheiro, mas também há os caras que trabalham, estudam e jogam duro.

Um membro no último semestre se formou antes do tempo, e em seguida, foi enviado ao exterior por uma grande empresa. Meu irmão mais velho de fraternidade me pressionou muito para que eu conseguisse um quarto na casa. Um irmão mais velho é o cara que você está responsável por você quando você inicia na fraternidade. É o que te dá os momentos mais difíceis. Você é a sua cadela, seu escravo.

Mas depois que você se torna um irmão ele é seu melhor amigo. Seu mentor.

Enquanto me afundo em auto piedade, meu irmão mais velho passa na frente da minha porta aberta. Com o canto do olho vejo sua cabeça escura passar, parar e voltar.

Logo Drew Evans entra no meu quarto.

Drew não se parece com ninguém que eu tenha conhecido. É como se ele estivesse no centro das atenções sempre sem fazer nenhum esforço para isso. A tem por completo. Atua como se o mundo o pertencesse. E quando você está com ele, sente como se te pertencesse também.

Profundos olhos azuis que fazem bobas todas as garotas, me olham com desaprovação.

— O que acontece?

Limpo o nariz. — Nada.

Suas sobrancelhas se levantam. — Não parece como nada. Praticamente chora em seu travesseiro, pelo amor de Deus, me envergonha assim.

Drew é implacável. Seja mulheres ou respostas que quer, não desiste até que as consegue. É uma qualidade que admiro.

Meu telefone apita com uma mensagem, as fotos que Jenny me enviou da festa. Com um suspiro resignado me endireito e acesso as fotos. — Conhece minha filha Mary?

Confirma. — Claro. Criança linda, mãe quente. Nome desafortunado.

— Hoje foi seu aniversário. — Mostro-lhe uma foto particularmente linda de meu anjo com o rosto sujo de pastel. — Seu primeiro aniversário.

Sorri. — Parece que ela se divertiu.

Não sorrio. — Ela o fez. Mas eu perdi. — Esfrego os olhos com as palmas das mãos. — O que diabos eu estou fazendo aqui homem? — É difícil... mais difícil do que achei que seria.

Sou bom em tudo. Sempre fui. Futebol, escola, o melhor namorado. Na escola secundária todas as garotas odiavam Jenny. Todas queriam ter sexo comigo e todos os garotos queriam ser eu. E era tudo muito fácil.

— Sinto... sinto que falho em tudo. — Confesso. — Talvez devesse jogar a toalha, ir a uma maldita escola comunitária em casa. Pelo menos as veria mais de três vezes ao ano. — Com raiva, digo: — Que tipo de pai perde o primeiro aniversário de sua filha?

Não é qualquer garoto que se sente como me sinto. Conheço alguns na casa que engravidaram garotas e se foram complemente felizes e nunca mais olharam para trás. Enviam um cheque somente depois que são Evans a corte, as vezes nem assim. Demônios, nenhum dos filhos de Ruby viram seus pais mais de uma vez.

Mas eu nunca poderia ser assim.

— Jesus, é um desastre. — Exclama Drew, seu rosto horrorizado. — Não vai começar a cantar canções de John Denver, né?

Fico em silêncio.

Suspira e se senta na borda de minha cama. — Quer a verdade Shaw? — Evans é ótimo com verdades duras, cruas e difíceis. Outra de suas qualidades que respeito. Ainda que não seja tão divertido quando seus olhos se fixam em mim.

— Suponho. — Respondo sem convicção.

— Meu velho é o melhor pai que conheço, sinceramente. Não me lembro se foi ao meu primeiro ou segundo aniversário... e realmente não ligo de qualquer maneira. Colocou um ótimo teto sobre minha cabeça, fica orgulhoso de mim quando mereço e chuta minha bunda quando necessário. Nos levou a ótimas férias familiares e paga minha matrícula aqui, mais ou menos me dando a vida.

O que quero dizer é: qualquer idiota pode fritar um fodido pastel. Você está aqui, trabalhando todos os finais de semana, pegando uma grade completa de aulas, revirando suas bolas para que um dia sua filha não tenha que fazê-lo. Isso é que é ser um bom pai.

Penso em tudo o que me disse. — Sim, sim, suponho que tenha razão.

— Claro que sim. Agora seque seus olhos, toma o remédio para cólicas e pare a festa pré-menstrual da compaixão.

Isso me faz lhe mostrar o dedo médio.

Drew aponta na direção de minha pilha de anotações de Estatística Básica, a primeira prova de amanhã. — Preparado para a final de Windsor?

— Acho que sim.

Sacode a cabeça. — Não ache, esteja. O professor Windsor é um cretino. E um esnobe. Enlouquecerá se não conseguir que um ignorante como você reprove.

Olho para a pilha de papéis. — Estudarei de novo, mas estou bem.

— Excelente. — Me golpeia a perna. — Então se prepare para sair em uma hora.

Olho o relógio. Dez da noite. — Onde vamos?

Evans se põe de pé. — Se conseguir te ensinar alguma coisa antes de me formar que seja isso: antes de fazer qualquer exame importante, saia para tomar uma bebida, só uma, e ter um pouco de sexo. Os cursos de faculdade deveriam ter isso na sua grade curricular. É infalível.

Massageio minha nuca. — Não sei.

Evans levanta os braços, questionando: — Qual o problema? Você e a mãe de sua bebê tem uma relação aberta não é?

— Sim, mas...

— É uma ótima atitude de sua parte, com certeza. Nunca entenderei porque um homem escolhe uma única mulher quando há tantas para experimentar.

Não lhe digo que não foi minha ideia. Jenny insistiu nisso depois que conversamos e discutimos quando fui para casa nas festividades do natal. Não lhe digo que a única razão porque aceitei é porque os bastardos da minha cidade sabem que Jenny é minha garota, a mãe da minha filha. Pode ser que não possa voltar para casa mais do que duas ou três vezes ao ano, mas quando voltar espancarei qualquer um que tenha feito um movimento na direção dela.

Também não lhe conto que não aproveitei minha nova política de liberdade nos cinco meses anteriores.

Nem uma vez.

No lugar, explico: — Nunca tentei procurar uma mulher em um bar antes. Não sei o que diria.
Drew ri. — Só diga uns “todas vocês”, outros tantos “querida”, que cuido do resto. — Assinala. — Uma hora. Esteja pronto.

E sai de meu quarto.

Noventa minutos depois, entramos no Bar Central, o lugar preferido dos estudantes. Tem boa comida, pista de dança com DJ e entrada livre. Mesmo que seja uma semana de provas o lugar está lotado, com pessoas bebendo e rindo. — O que quer? — Me pergunta Evans enquanto nos aproximamos do balcão.

— Jim Beam, puro. — Se só é permitida uma bebida que seja boa.

Olho meu reflexo no espelho atrás do bar. Uma camiseta azul simples, uma barba que não me incomodei em tirar e uma cabeleira que necessita de um corte. É praticamente imune ao gel, o que significa que estarei tirando ele do meu rosto a noite toda.

Drew me passa minha bebida e toma um gole da sua, que parece ser whisky com soda.

Sem dizer uma palavra examinamos o lugar por uns minutos. Então me dá um sinal e aponta para umas garotas no canto do bar, perto da mesa de som. São atrativas, do tipo que parecem fáceis mas na realidade você leva horas para convencê-las. Uma é alta, com um longo cabelo ruivo e grandes pernas, veste uma calça rasgada e uma blusa curta que mostra seu piercing no umbigo. Sua amiga é mais baixa, com um cabelo preto, uma blusa rosa e calças pretas tão apertadas que parecem ter sido pintadas nela.

Drew caminha com determinação até elas e eu o sigo.

— Eu gosto da sua blusa. — Diz para a ruiva, apontando para a escrita sobre seu peito “As garotas de Barnard fazem bem feito.”

Depois que ela olha para ele, seus lábios se abrem num sorriso coquete. — Obrigada.

— Tenho uma igual em casa. — Revela Drew. — Exceto que a minha diz “Os garotos de Columbia fazem a noite toda.”

Riem. Bebo meu bourbom enquanto a garota morena me olha e parece gostar do que vê.

— São da Columbia? — Pergunta.

Drew assente. — Sim. Somos Leones.

Ainda não sei o que diabos falar, então tento seguir as instruções de Drew, fazendo a pergunta menos original. — Em que se especializam todas vocês?

A morena começa a rir. — Todas vocês? Não parece daqui.

— Sou de Mississipi.

Olha meu bíceps com admiração. — O quanto você gosta de Nova York?

Penso por um segundo... então percebo. Com um sorriso meio de lado, respondo: — Nesse momento, gosto muito.

Drew assente, quase imperceptivelmente, com aprovação.

— Nos especializamos em arte. — Diz a ruiva.

— Sério? Arte? — Drew sorri. — Suponho que não tenha interesse em fazer uma contribuição real a sociedade. — Levanta seu copo. — Por graduar-se sem um conjunto de habilidade comerciáveis de qualquer tipo.

Sei que soa como um idiota insultante, mas confia em mim, funciona para ele.

— Oh meu Deus!

— Imbecil! — As garotas riem, como sempre, consumindo sua atitude arrogante e humor sarcástico.
Tomo outro gole do bourbom. — Que tipo de arte fazem?

— Pintura. — Responde a ruiva. — Eu adoro pintura corporal, principalmente. — Arrasta a mão para cima e para baixo no peito de Drew. — Seria um modelo incrível.

— Eu esculpo. — Diz sua amiga. — Sou muito boa com as mãos.

Termina a bebida cor de rosa que está em suas mãos. Ainda não tenho vinte e um anos nem documento que comprove, mas mesmo assim aponto para o bar. — Quer que te traga outra?

Antes que pudesse responder, Drew intercede. — Ou poderíamos sair daqui. Ir para a sua casa? — Faz contato visual com a ruiva. — Pode me mostrar sua... arte. Aposto que é muito talentosa.

As garotas concordam, tomo o resto do meu bourbom, e assim, nós quatro nos dirigimos para a porta.

Resulta que as garotas são companheiras de quarto. Fico tranquilo a medida que caminhamos os três blocos até seu apartamento, distraído com a desconfortável sensação de excitação no meu estômago como manteiga prestes a derreter. É uma mistura de nervosismo e culpa. Imagino a cara de Jenny na minha cabeça, sorrindo e doce. Eu a imagino segurando nossa filha na cadeira de balanço que minha tia Sylvia nos deu quando Mary nasceu. E eu me pergunto se o que eu faço, o que farei, é certo.

Seu apartamento é muito melhor do que duas meninas da faculdade poderiam pagar sozinhas. Com porteiro, no terceiro andar, uma grande sala com sofás beges e brilhantes pisos de madeira cobertos com um tapete oriental. Uma cozinha completa com armários de carvalho e bancada em granito é visível a partir da sala de estar separadas por um balcão e três cadeiras brancas.

— Sintam-se em casa. — Diz a menina de cabelos escuros, com um sorriso. — Nós só vamos nos refrescar.

Depois de desaparecerem pelo corredor, a cabeça de Drew se vira para mim. — Você parece uma virgem na noite do baile. Qual é o problema?

Eu limpo minhas mãos suadas em minha calça. — Eu não sei se é uma boa ideia.

— Não viu as tetas da morena? Ter um olhar mais atento sobre essas meninas más não poderia ser mais do que uma boa ideia.

Meus lábios se apertam, hesitantes, logo ... digo a verdade. — A coisa é... que eu nunca fiz sexo sem ser com Jenny.

Ele esfrega a testa. — Oh, Jesus. — Com um suspiro deixa a mão cair e pergunta: — Mas ela não tem problemas com você sair com outras pessoas? Quero dizer, ela concordou?

Levanto os ombros e explico: — Sim, bem, ela foi a única que sugeriu em primeiro lugar.

Evans concorda. — Parece o meu tipo de garota. Então, qual o problema?

Eu esfrego meu pescoço, tentando aliviar um pouco a tensão que reside lá. — Ainda que tenhamos concordado... eu não tenho certeza ... não sei se sente... eu quero para fazer a coisa certa para ela.

A voz de Drew perde o toque de irritação. — Admiro isso, Shaw. Você é um homem com as calças. 

Leal. Eu gosto disso sobre você. — Me assinala. — Portanto, eu acho que você deve, e a sua menina Jenny, ter horas de sexo suado sujo com esta mulher.

Não é a primeira vez, que me pergunto se de Drew Evans é o diabo, ou se têm uma relação estreita. 

Eu posso imaginá-lo oferecendo a um Cristo faminto um pedaço de pão e comendo todo o pão na frente dele.

— Realmente você acredita em toda essa porcaria que sai de sua boca? — Faz um gesto de desprezo com a mão. — Preste atenção, você vai aprender alguma coisa. Qual é o seu sorvete preferido?

— O que diabos isso tem a ver ...?

— Basta responder a maldita pergunta. Qual é o seu sorvete preferido?

— Creme de ovos. — Suspiro.

Seus olhos se levantam ironicamente. — Creme de ovos? Eu não acho que qualquer pessoa com menos de setenta goste do creme de ovos. — Ele balança a cabeça. — De qualquer forma, como você sabe que o creme de ovos é o seu favorito?

— Porque sim.

— Mas, como sabe? — Pressiona.

— Porque gosto mais que…

Paro no meio da frase. Entendendo.

— Mas do que qualquer outro sabor que provou? — Termina Drew. — Mais do que baunilha, morango ou menta com chocolate?

— Sim, admito suavemente.

— E como é que você sabe que creme de ovos é o seu sabor preferido, não só pela escolha, se você se sentia muito medo de tentar qualquer outra coisa?

— Eu não sei.

Aperto a mão dele, como um mágico. — Exatamente.

Vê o que eu quero dizer? O diabo.

No entanto, é semelhante ao que Jenny disse sobre o assunto. Como que sei que a amo se não conheço outras? Será que somos fortes o suficiente para passar esse tipo de teste? E se não, de qualquer maneira que tipo de futuro que nós temos juntos?

Um tapinha no braço me acorda de minha introspecção. — Olha, Shaw, isto é para ser divertido. Se você não passa bem, é melhor deixá-lo, e eu não vou achar menos de você.

Bufo. — Claro que você vai.

Dá um meio sorriso. — Tem razão. O farei. Mas... eu não vou dizer os caras que você é uma bicha. Isso vai ficar entre mim e você.

Antes que eu possa responder, as meninas de voltam para a sala. Elas se trocaram para pijamas de cetim brilhante. Eu posso sentir o cheiro da hortelã dos dentes da loira quando ela se inclina sobre Drew e diz: — Venha cá, há algo no meu quarto eu quero lhe mostrar.

Ele levanta-se sem problemas. — Há algo em seu quarto que quero que me mostre. — Antes de se mover pelo corredor, olha na minha direção. — Você está bem, cara?

Estou bem?

A morena de cabelos encaracolados olha para mim com expectativa, esperando para fazer uma jogada. E finalmente compreendo... não há nenhuma razão para dizer não.

— Sim. Sim, estou bem.

Drew pega a mão da loira e vai para o quarto no fim do corredor.

Deixando-me sozinho com a minha companheira de cabelo escuro, a olho por um minuto, na verdade. Ele tem seios maiores do que eu estou acostumado e uma bunda firme equilibrada adequadamente em toda a embalagem. O tipo de bunda que um homem pude agarrar, amassar com os dedos e dirigir para frente e para trás, para cima e para baixo. Suas pernas são macias e bem torneadas, perfeitas, pele bronzeada.

Pela primeira vez esta noite, uma verdadeira atração desdobra em meu intestino, balançando meu pobre pênis sem uso nos seus cinco meses de hibernação.

Eu não peço o nome dela e ela não me pergunta o meu. Há certa emoção anônima, uma liberdade. Eu nunca voltarei a ver esta menina, o que dizer ou fizer esta noite vai não deixar este apartamento, não vai nunca me pegar, não encontrar as orelhas sentenciosas de uma pequena cidade muito longe. Cem fantasias, cada uma mais perverso do que a última, passam pelo meu cérebro como o fumo proveniente de um incêndio. Coisas que nunca sonhei pedir a Jenny para fazer, coisas que eu provavelmente seria atingido apenas por sugerir.

Mas para uma bela estranha sem nome... por que o inferno não?

— Você quer ver o meu quarto? — Ela pergunta.

Minha voz é profunda, áspera como meus pensamentos. — Ok.

Seu quarto é um redemoinho de escuros laranjas, vermelhas e marrons e queimadas, não muito feminino. Sento-me na beira da cama, com os pés no chão, as pernas esticadas para fora.

Qualquer traço de indecisão se foi.

Ao fechar a porta, pergunta: — Em que você se especializa? Eu queria perguntar antes.

— Direito.

Ela se aproxima de mim, de pé a um braço de distância, me recompensando com a cabeça inclinada e os olhos pintados. — Por que você quer ser um advogado?

Eu sorrio. — Eu gosto de discutir. Eu gosto... de fazer as pessoas verem que estão erradas.

Chega mais perto, e levanta minha mão. Em seguida, a vira e traça a palma da mão com a ponta do seu dedo. É tão excitante que faz meu pulso acelerar.

— Você tem mãos fortes.

Não há mãos macias em uma fazenda. Ferramentas, cordas, cercas, quadros, levantar e cavar fazer palmas duras e músculos.

— Você sabe por que eu gosto de esculpir? — Ela pergunta com um suspiro.

— Por quê?

Ela deixa cair a minha mão e, em seguida, fixa seus escuros e desafiadores olhos nos meus. — Não penso enquanto eu faço. Eu não planejo, eu só deixo as minhas mãos ... fazerem o que querem. O que se sentem bem.

Pega a parte inferior de sua blusa e tira sobre a cabeça. Seus seios são pálidos, suaves e gloriosamente novos para os meus olhos. Para a alguns centímetros, nua e orgulhosa. — Você quer tentar?

Ela coloca a mão sobre a minha, levando-as para o veludo de sua caixa torácica. Quando coloca minhas mãos calejadas em seus seios, os tomo. Olhando o peso, massageando suavemente, correndo os dedos sobre as pontas de seus mamilos. Se endurecem e escurecem para um rosa mais forte e raspo meu lábio com os dentes para conter a urgência de aderir, chupar e morder.

Meu último pensamento coerente, são quatro palavras:


Poderia me acostumar a isso.



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